CRM 155403-SP | RQE 74468
Diagnóstico preciso e tratamento individualizado para escoliose
Curvatura da coluna identificada ou em acompanhamento?
Com mais de 10 anos de experiência no tratamento de deformidades e atuação no maior centro de escoliose do país, ofereço avaliação completa para cada caso.
- +10 anos de experiência
- Grupo de Escoliose AACD e Sírio-Libanês
- Especialista em Coluna pela UNICAMP
O Que é Escoliose
Uma curvatura que vai além da estética
A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral caracterizada por um desvio lateral associado à rotação das vértebras. Mais do que uma alteração visual, pode evoluir ao longo do tempo e impactar qualidade de vida, função respiratória e mobilidade.
Na maioria das vezes, especialmente nas fases iniciais, a escoliose não causa dor. Por isso, o diagnóstico depende da observação de sinais físicos. A identificação precoce muda completamente o prognóstico.
Escoliose não é má postura
A escoliose é uma deformidade estrutural da coluna. Não pode ser corrigida apenas com postura.
Classificação
Tipos de escoliose: por que diferenciar importa
A causa da deformidade define como ela evolui e, principalmente, qual o melhor tratamento.
Essa distinção é determinante na conduta clínica.
Idiopática
A mais comum, cerca de 80% dos casos. Surge principalmente na adolescência, sem causa definida.
Neuromuscular
Associada a condições como paralisia cerebral ou distrofias musculares. Costuma apresentar curvas mais progressivas.
Sindrômica
Relacionada a síndromes genéticas. Apresenta evolução mais imprevisível.
Congênita
Causada por malformações vertebrais presentes desde o nascimento.
De início precoce
Diagnosticada antes dos 10 anos. Possui alto risco de progressão.
Degenerativa
Surge na vida adulta devido ao desgaste da coluna.
Reconhecimento
Sinais que merecem atenção
Na maioria das vezes, a escoliose é percebida por mudanças visuais no corpo. Esses sinais podem ser observados por pais, cuidadores ou pelo próprio paciente.
Reconhecimento
Assimetria dos ombros
Um ombro visivelmente mais alto que o outro pode ser um dos primeiros sinais de desvio da coluna.
Reconhecimento
Escápula mais proeminente
Uma das omoplatas parece mais elevada ou saliente que a outra, visível pelo perfil das costas.
Reconhecimento
Quadril desalinhado
Diferença na altura do quadril ou cintura assimétrica ao olhar de frente ou de costas.
Reconhecimento
Tronco inclinado
Sensação ou aparência de que o tronco “pende” para um dos lados; roupas que caem tortas.
Reconhecimento
Teste de Adams positivo
Ao inclinar o tronco para frente, presença de elevação costal em um dos lados das costas, sinal clássico de rotação vertebral.
Sinais de alerta
Você deve procurar um especialista se houver:
- Qualquer assimetria visível no tronco
- Progressão da curvatura mesmo com acompanhamento
- Histórico familiar de escoliose
- Criança ou adolescente em fase de crescimento acelerado
- Diagnóstico prévio em revisão ou sem seguimento
- Dor associada à alteração postural
- Alteração que parece estar aumentando com o tempo
O diagnóstico precoce é o fator que mais influencia o sucesso do tratamento. Quanto mais cedo a avaliação, maiores as possibilidades de tratamento menos invasivo.
Avaliação especializada
Como é feito o diagnóstico
A confirmação vai além do exame de imagem. A decisão terapêutica considera histórico, exame físico e potencial de crescimento, cada caso é único.

Histórico clínico detalhado
Quando os sinais começaram, progressão, dor, histórico familiar e fase de crescimento. Dados fundamentais para definir o risco de evolução.

Exame físico cuidadoso
Avaliação de postura, alinhamento do tronco, assimetrias e testes específicos — incluindo o teste de Adams e avaliação neurológica.

Raio-X panorâmico — Ângulo de Cobb
A radiografia da coluna em ortostatismo é o exame padrão-ouro. Permite medir o ângulo de Cobb, principal parâmetro para quantificar e acompanhar a escoliose.

Exames complementares (quando indicados)
Ressonância magnética para casos com padrão atípico ou suspeita neurológica. Tomografia para planejamento cirúrgico em deformidades complexas.

Análise do potencial de crescimento
Em crianças e adolescentes, avaliar quanto ainda vão crescer é essencial para definir o risco de progressão e o momento ideal de cada intervenção.
O exame de imagem não é diagnóstico isolado.
Muitos achados em exames podem existir sem causar sintomas. O papel do especialista é correlacionar o que o exame mostra com o que o paciente sente — e o risco real de progressão.
Abordagens
Tratamento individualizado para cada caso
Nem toda escoliose precisa de cirurgia. A abordagem depende do tipo, grau da curva, fase de crescimento e impacto na qualidade de vida.
Acompanhamento clínico especializado
Para curvas leves (geralmente abaixo de 20°) sem sinais de progressão, o monitoramento periódico é a conduta mais indicada. Permite intervir no momento certo caso haja evolução.
O acompanhamento regular é fundamental — especialmente durante fases de crescimento acelerado, quando a curva tem maior risco de progredir.
– Consultas periódicas com avaliação clínica completa
– Controle radiográfico para monitorar evolução da curva
– Identificação precoce de progressão
– Ajuste do plano de tratamento conforme evolução
– Orientações para atividades físicas adequadas
Sem intervenção invasiva
Quando observar é a melhor escolha
Em crianças e adolescentes com curvas leves e sem progressão documentada, o acompanhamento regular evita intervenções desnecessárias e garante que o momento certo de agir não seja perdido.
Fisioterapia especializada para escoliose
A fisioterapia é um dos pilares do tratamento conservador. Ela não corrige a deformidade estrutural, mas contribui para o controle funcional, qualidade de vida e estabilização da curva.
- Fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna
- Melhora do alinhamento postural e controle muscular
- Redução de sobrecargas mecânicas
- Aumento da mobilidade e flexibilidade
- Alívio da dor em casos sintomáticos
- Métodos específicos como exercícios tridimensionais
Tratamento não-cirúrgico
Integrada ao plano de tratamento
A fisioterapia é mais eficaz quando integrada a um plano com acompanhamento médico regular. A comunicação entre médico e fisioterapeuta garante que os objetivos estejam alinhados.
Colete ortopédico (órtese)
Indicado principalmente para adolescentes em fase de crescimento com curvas entre 20° e 40°. O objetivo não é corrigir a escoliose, mas evitar sua progressão até o final do crescimento esquelético.
Um estudo publicado no New England Journal of Medicine (Weinstein et al., 2013) demonstrou que o uso adequado do colete reduz significativamente o risco de progressão da curva.
- Indicado para curvas entre 20° e 40° em fase de crescimento
- Eficácia diretamente relacionada à adesão ao uso
- Previne progressão — não corrige
- Deve ser combinado com fisioterapia
Evidência científica sólida
A chave é a adesão
O colete funciona quando usado pelo tempo recomendado. O acompanhamento próximo e o suporte ao paciente e à família são fundamentais para garantir o resultado esperado.
Cirurgia corretiva da coluna
Indicada principalmente em curvas acima de 40° a 50°, ou em casos de progressão mesmo com tratamento conservador, dor importante, comprometimento funcional ou impacto respiratório.
A cirurgia mais realizada é a artrodese com instrumentação — utiliza implantes para corrigir e estabilizar a deformidade. Com a evolução das técnicas, os procedimentos se tornaram mais seguros e com melhores resultados.
- Indicada para curvas > 40–50° ou progressão documentada
- Artrodese com instrumentação como técnica padrão
- Técnicas modernas e minimamente invasivas quando possível
- Técnica Bipolar para casos em fase de crescimento
- Reabilitação pós-operatória integrada
Decisão sempre individualizada
Cirurgia não é o primeiro passo
A decisão é baseada não apenas no grau da curva, mas no impacto real na vida do paciente e na expectativa de evolução. Cada caso é avaliado de forma completa antes de qualquer indicação.
Tecnologia Avançada
Técnica Bipolar. Corrigir sem bloquear o crescimento
A técnica bipolar é uma abordagem cirúrgica minimamente invasiva indicada para crianças e adolescentes com escoliose progressiva — especialmente em casos de início precoce e escolioses complexas.
Diferente das cirurgias tradicionais que promovem fusão definitiva das vértebras (impedindo o crescimento), a técnica bipolar utiliza um sistema de hastes fixadas em dois pontos estratégicos, controlando a deformidade enquanto o crescimento continua.
Realizada por meio de apenas duas pequenas incisões — uma superior e outra inferior — reduz significativamente o trauma cirúrgico e favorece recuperação mais favorável em pacientes jovens.
Cirurgia Tradicional
Correção definitiva com fusão
Bloqueia o crescimento na região
Indicada para adultos e adolescentes maduros
Incisão única, maior
Técnica Bipolar
Controle ao longo do crescimento
Preserva o desenvolvimento da coluna
Indicada para pacientes mais jovens
Duas incisões pequenas — minimamente invasiva
Principais benefícios
Preservação do crescimento — permite que a coluna continue se desenvolvendo, essencial em crianças e adolescentes.
Controle da progressão — reduz o avanço da deformidade, mesmo durante fases de crescimento acelerado.
Melhor desenvolvimento torácico — em casos graves, ajuda a preservar a função pulmonar em crianças pequenas.
Minimamente invasiva — incisões reduzidas, menor trauma cirúrgico e recuperação mais favorável.
Abordagem adaptável — o sistema pode ser ajustado ao longo do crescimento, acompanhando a evolução de cada paciente.
Formação Internacional
O Dr. Alberto acompanhou procedimentos especializados em Paris ao lado do Prof. Dr. Lotfi Miladi (Hospital Necker-Enfants) e do Prof. Dr. Guillaume Riouallon (Hospital Saint Joseph) — referências internacionais na técnica bipolar para escoliose de início precoce.
O especialista
Dr. Alberto E. G. Jacob
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Juiz de Fora, com residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Instituto Jundiaiense de Ortopedia e Traumatologia (IJOT) e especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral pela UNICAMP.
Ao longo da minha carreira, direcionei meu foco principalmente para o tratamento das deformidades da coluna — especialmente escoliose e cifose. Faço parte do Grupo de Escoliose do Hospital AACD e do Hospital Sírio-Libanês, grandes centros de tratamento de escoliose do país, onde a experiência com alto volume de casos me permite tomar decisões com mais segurança, precisão e individualização.
Hospital AACD — Grupo de Escoliose
Um dos maiores centros de referência em escoliose do Brasil
Hospital Sírio-Libanês — Grupo de Escoliose
Atendimento cirúrgico de deformidades complexas da coluna
Hospital Villa Nova Star
Tratamento cirúrgico e clínico de patologias da coluna
NASS · Eurospine · Congressos Internacionais
Participação regular e apresentações em eventos científicos de ponta
Tive a oportunidade de acompanhar procedimentos especializados em centros de referência mundial em Paris, ao lado do Prof. Dr. Lotfi Miladi (Hospital Necker-Enfants) e do Prof. Dr. Guillaume Riouallon (Hospital Saint Joseph) — referências internacionais na técnica bipolar para tratamento de escoliose de início precoce e cifose.
Escoliose diagnosticada ou suspeita?
O diagnóstico precoce muda o prognóstico. Uma avaliação completa e individualizada é o primeiro passo e, na maioria dos casos, evita cirurgia.